O desemprego continua a aumentar em Portugal. Dados do Eurostat divulgados hoje mostram que a taxa de desemprego se situa já em 10,5%, tendo subido mais de 2 pontos percentuais relativamente a Janeiro de 2010, altura em que a taxa de desemprego era de 8,5%.
Emprego
O DADOS DO DESEMPREGO, EM PORTUGAL, NÃO ENGANAM
TAXA DE DESEMPREGO MAIS ELEVADA DAS ÚLTIMAS TRÊS DÉCADAS
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Os dados hoje divulgados pelo INE, relativos à evolução do desemprego em Portugal demonstram o rumo errado e anti-social das políticas que vêm sendo implementadas. O número médio de 528,6 mil desempregados em 2009 é o mais elevado das três últimas décadas. Por outro lado, de acordo com a informação do IEFP, o desemprego continua com tendência para aumentar, como confirmam os 560 312 desempregados inscritos nos Centros de Emprego em Janeiro de 2010, mais 25,1% que em Janeiro de 2009 e 6.8% em relação a Dezembro de 2009. Ler mais... |
PORTUGAL TERMINA O ANO DE 2009 COM A TERCEIRA TAXA DE DESEMPREGO MAIS ELEVADA DA ZONA EURO
O desemprego continua a aumentar em Portugal. Segundo o Eurostat, a
taxa de desemprego foi de 10,4% em Dezembro de 2009, 2,3 pontos
percentuais acima do verificado um ano antes, o que coloca Portugal no
terceiro lugar dos países com maior taxa de desemprego do espaço do
Euro.
DESEMPREGO ACIMA DA MÉDIA DA UNIÃO EUROPEIA
A taxa de desemprego em Portugal, divulgada hoje pelo EUROSTAT, é a
mais elevada desde que este organismo disponibiliza esta informação, ou
seja, desde 1 de Janeiro de 1983.
Estes dados confirmam que o desemprego continua a aumentar, apesar da
limpeza de ficheiros feita todos os meses pelo IEFP com o objectivo de
esconder a verdadeira dimensão deste flagelo em Portugal e desmentem as
teses do Governo de que o mesmo havia entrado numa fase de estagnação. Para a CGTP-IN é fundamental a implementação de uma outra política que
assegure e reforce a protecção social aos desempregados, num momento em
que mais de 300 mil não tem subsídio de desemprego. O país precisa de medidas que garantam a manutenção
e criação de emprego com direitos, justamente remunerado, enquanto
elemento determinante para o seu desenvolvimento económico e social.
OS LIMITES MÍNIMOS E MÁXIMOS DAS PRESTAÇÕES DE DESEMPREGO MANTÊM O MESMO VALOR DE 2009
O Decreto-lei 323/2009 publicado em 24 de Dezembro dá conta que o valor
do Indexante de Apoios Sociais (IAS) a vigorar em 2010 é de 419,22
euros, ou seja, o Governo decidiu não o aumentar mantendo o mesmo valor
de 2009.
Continuar...
200 TRABALHADORES PERDERAM O EMPREGO EM CADA DIA DO MÊS DE NOVEMBRO
TAXA OFICIAL DE DESEMPREGO ULTRAPASSA OS 10%
A taxa de desemprego 10,2% agora divulgada espelha o fracasso das
opções políticas e do modelo económico implementado em Portugal ao
longo dos últimos anos, assente prioritariamente/exclusivamente nas
exportações, nos baixos salários e na fraca incorporação de valor
acrescentado na produção nacional.
É PRECISO PÔR FIM AO AUMENTO DO DESEMPREGO
O IEFP voltou a escolher o fim de tarde de uma sexta-feira para
divulgar os dados relativos ao desemprego registado nos Centros de
Emprego. Independentemente da altura de divulgação que, para além de
tardia, surge nas vésperas do fim-de-semana, o número de 510 356 desempregados inscritos, um dos mais elevados depois do 25 de Abril,
merece um conjunto de medidas que combatam as causas do seu constante
aumento e os efeitos para os milhares de trabalhadores que são
empurrados para fora do trabalho.
O COMBATE AO DESEMPREGO PASSA POR UM NOVO MODELO DE DESENVOLVIMENTO
O número de inscritos nos Centros de Emprego, divulgados recentemente pelo IEFP, relativamente ao mês de Agosto, revela uma tendência para o agravamento do desemprego, que se traduz em 501.663 desempregados, valor mais elevado registado ao longo dos últimos anos em Portugal.
Este valor, indicando desde logo um fracasso ao nível das políticas económicas seguidas, não reflecte a amplitude do flagelo do desemprego, que atinge hoje mais de 650 mil trabalhadores.
OCDE PREVÊ QUE DESEMPREGO ATINJA 650 MIL DESEMPREGADOS EM 2010
As perspectivas de Emprego 2009 da OCDE prevêem que o número de
desempregados possa abranger 650 mil no final do próximo ano. A taxa de
desemprego poderá então atingir 11.7%, o que representará um aumento de
48% face ao que se registava no final de 2007.
O DESEMPREGO COMBATE-SE COM OUTRA POLÍTICA
Os dados divulgados pelo IEFP sobre os número de trabalhadores
inscritos nos Centros de Emprego revelam um agravamento generalizado. Há mais 114 907 desempregados que em Julho de 2008 e mais 6 863 que no mês de Junho registados pelos IEFP. Como se verifica, a propalada estabilidade da evolução do desemprego não passa de uma mistificação. Ao contrário do que o Primeiro Ministro afirmou, o combate ao desemprego não passa pelo “sangue frio”, mas pela ruptura com as políticas seguidas.
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